7 ferramentas da qualidade: saiba quais são e por que usar!

A busca incessante pela qualidade e pela eficiência norteiam os principais objetivos de uma empresa que deseja alcançar o sucesso e o reconhecimento de mercado. Além do aumento na produtividade, a procura pela excelência promove a satisfação do cliente e cria um diferencial em relação aos concorrentes. À vista disso, muitas empresas adotam e aplicam aos seus processos as 7 ferramentas da qualidade.

Essas ferramentas, como o Diagrama de Ishikawa e o fluxograma, foram desenvolvidas na década de 50, no Japão e apresentam como principal vantagem o estabelecimento de uma  melhoria contínua, intensificando os resultados e reduzindo desperdícios que possam estar ocorrendo durante os processos.

Já que, diante das novas exigências e demandas do mercado, é indispensável entender os principais benefícios e aplicações dessas ferramentas às etapas produtivas de uma empresa ou indústria, bem como conhecer minuciosamente cada uma delas. 

Confira a seguir algumas informações sobre esse tema e boa leitura!

O que são as 7 ferramentas da qualidade?

O japonês Kaoru Ishikawa, engenheiro químico da Tokyo University, criou as 7 ferramentas da qualidade ainda na década de 50. 

O engenheiro, que atuou como presidente da Sociedade Japonesa de Controle de Qualidade, propôs solucionar cerca de 95% dos problemas organizacionais por meio da sua utilização e compreensão dos problemas presentes no sistema.

Em definição, Kaoru propôs que as 7 ferramentas fossem um conjunto de metodologias ou técnicas administrativas utilizadas com a finalidade de identificar, definir, mensurar, analisar e propor soluções para problemas que eventualmente possam interferir no bom desempenho dos processos organizacionais.

Ainda nesse assunto, você pode conferir em nosso blog um artigo sobre a história e importância de Kaoru Ishikawa.

Para que servem?

As 7 ferramentas, como proposto por Ishikawa, são utilizadas para definir, estimar, analisar e solucionar problemas capazes de interferir no desempenho e no resultado das corporações. 

Assim, através do estabelecimento de métodos mais elaborados de resolução, espera-se aumentar a taxa de sucesso dos planos de ação.

Dessa forma, as ferramentas permitem analisar todo o processo de produção e falhas no controle de qualidade dos produtos. 

Além disso, propõem algumas soluções para evitar possíveis prejuízos e perda de clientes. E, por fim, ajudam a organizar as informações coletadas, de forma a facilitar a compreensão e a resolução dos problemas identificados.

Quais são as 7 ferramentas da qualidade?

dois profissionais escrevendo em um quadro branco sobre 7 ferramentas da qualidade

Depois de entender um pouco sobre a origem dessas ferramentas, a sua utilização e as possíveis aplicações ao mercado, é importante compreender um pouco mais sobre as especificidades e características de cada uma. Confira a seguir os fundamentos e a aplicabilidade dos instrumentos para controle de qualidade:

  1. Fluxograma

O fluxograma é um tipo de diagrama que expressa graficamente um determinado processo ou trabalho, de forma linear, sequencial, simples e objetiva

Dessa forma, a representação de cada etapa é feita sequencialmente por meio de balões ou figuras geométricas que ilustram e identificam cada passo.

O principal objetivo dessa ferramenta é oferecer uma visão geral do processo, bem como de suas etapas, a ordem de realização e as possíveis interações, permitindo definir melhor o caminho a ser seguido.

  1. Cartas de controle
gráfico XBarra e amplitude de carta de controle

Trata-se de uma representação gráfica que possui três linhas de referência para a análise e evolução do caso: Linha de Limite Superior de Controle (LSC), Linha de Limite Inferior de Controle (LIC) e Linha Média. As linhas são traçadas a partir de um conjunto ordenado de pontos (amostras), em um período de tempo. 

Logo, a carta de controle é uma ferramenta útil para analisar a variação dos números obtidos ao longo do tempo, pois permite a observação de processos que estão dentro ou fora de controle. 

A partir dos resultados colhidos, então, é possível fazer a otimização dos processos e reduzir os possíveis desperdícios.

A formulação da carta controle pode ser feita por meio da plataforma excel, permitindo adequar os parâmetros às necessidades da empresa e atualizá-la com mais facilidade.

  1. Diagrama de Ishikawa

O Diagrama de Ishikawa é uma ferramenta utilizada para levantar as dispersões ou principais causas de um problema, analisando todos os fatores envolvidos com a execução do processo. 

Dessa forma, o seu propósito é apontar os principais fatores que levam uma organização a enfrentar determinadas adversidades.

A elaboração e aplicação do diagrama de causa e efeito devem seguir algumas regras básicas para atingir os objetivos dessa ferramenta. O processo irá começar com a definição do problema, seguido da construção do gráfico em espinha de peixe e das propostas de solução.

Além de facilitar a visualização das causas e efeitos relacionados ao problema apresentado por uma organização, o diagrama proporciona maior assertividade no gerenciamento dos problemas e permite o controle da qualidade dos processos produtivos.

  1. Folha de verificação

Dentre as 7 ferramentas da qualidade, a folha de verificação é a mais simples. Ainda assim, a sua utilização é capaz de otimizar tempo e simplificar o processo de análise dos dados. Tratam-se, então, de tabelas, planilhas ou quadros estruturados e preenchidos previamente, utilizados para facilitar a coleta e análise das informações. 

Nesses formulários, os dados coletados são preenchidos de forma rápida, fácil e concisa, registrando dados e itens a serem verificados momentaneamente. Além disso, servem para identificar inconformidades durante o processo.

  1. Histograma

O histograma, também conhecido como Diagrama de Distribuição de Frequências, é uma representação gráfica em barras de um conjunto de dados que foram previamente tabulados e classificados.

No eixo X, as bases de cada coluna ou barra representam uma classe. Já no eixo Y, a altura de cada barra representa a quantidade ou frequência com que o valor dessa classe se repetiu no conjunto de dados.

Em comparação com outros tipos de gráficos, os histogramas são mais práticos para visualizar dados diferentes, categorias e frequências de ocorrência, além de permitir a identificação de valores centrais, a dispersão e a distribuição.

Em nosso blog, você pode ler um pouco mais sobre como fazer um histograma no excel, com dicas e alguns exemplos.

  1. Diagrama de Dispersão

O diagrama de dispersão é uma representação gráfica que analisa a relação existente entre duas variáveis quantitativas, isto é, uma de causa e uma de efeito. Essa ferramenta mostra, então, se existe ou não uma correlação entre duas variáveis estudadas, podendo ser positiva ou negativa.

Durante a análise, se houver união dos pontos e eles formarem uma linha crescente, indicando um crescimento síncrono, trata-se de uma correlação positiva

Do contrário, se a união dos pontos levar a uma linha decrescente, de modo que uma variável aumenta enquanto a outra diminui, trata-se de uma correlação negativa.

A aplicação do diagrama ocorre, por exemplo, na identificação das possíveis causas de um problema dentro da organização, possibilitando a formulação e aplicação de modificações.

  1. Diagrama de Pareto

O diagrama ou gráfico de pareto é uma ferramenta que auxilia na tomada de decisão, rankeando os problemas da empresa em ordem decrescente de prioridade.

O princípio de Pareto, mais conhecido como regra 20-80, afirma que cerca de 20% das causas principais são responsáveis por 80% dos problemas em uma organização. 

Nesse sentido, propõe-se que resolver os 20% de causas principais eliminaria a maioria dos problemas de uma empresa. Além disso, essa ferramenta propõe a divisão dos problemas em pouco vitais e muito vitais.

Assim como o histograma e a carta de controle, o diagrama de pareto também pode ser feito utilizando o excel como base.

Principais benefícios da utilização das 7 ferramentas de qualidade

imagem de calculadora em destaque

Finalmente, depois de entender um pouco mais sobre cada uma das 7 ferramentas, as suas utilizações e especificidades, cabe analisar os principais benefícios decorrentes da sua utilização.

  • Aumento do nível de qualidade dos produtos ou serviços: o acompanhamento de cada etapa do processo, permite controlar os procedimentos e a qualidade final do produto ou serviço ofertado ao cliente.
  • Redução de custos: o acompanhamento e direcionamento de cada fase do processo produtivo permite a redução de possíveis falhas e, consequentemente, a redução de desperdícios durante o desenvolvimento.
  • Identificação dos problemas no processo: o monitoramento de cada fase ou parte do processo produtivo permite a identificação prévia e a realização de mudanças antes do estabelecimento de um problema.
  • Identificação de problemas com fornecedores e distribuidores: é necessário ter em mente os possíveis riscos e percalços associados ao processo de fornecimento e distribuição dos produtos. Por meio do uso das ferramentas, então, esses problemas podem ser evitados ou solucionados com os recursos existentes. 
  • Identificação das causas na raiz do problema: a exemplo do diagrama de Pareto, onde propõe-se que resolver os 20% de causa principais eliminaria a maioria dos problemas de uma empresa, a identificação prévia dos percalços permite soluções rápidas e eficientes.
  • Melhoria na cooperação entre colaboradores: para o bom funcionamento das ferramentas de qualidade é necessário que os colaboradores, gestores e líderes se comuniquem acerca dos problemas e percalços existentes no processo produtivo.
  • Projetos executados de forma eficiente: através da organização e da previsibilidade proporcionadas por cada uma das ferramentas apresentadas, os possíveis percalços encontrados na execução dos trabalhos são dirimidos. Dessa forma, o processo se torna mais produtivo, fluido e menos dispendioso. 

Importância das 7 ferramentas de qualidade

Diante do exposto, é possível concluir que as 7 ferramentas da qualidade possuem uma  aplicação importante e de grande utilidade para os processos produtivos de uma organização. 

Pois, através da aplicação das propostas de Kaoru, espera-se atingir a excelência, maiores rendimentos e o aumento do nível de qualidade dos produtos ou serviços oferecidos.

Esperamos que até aqui você tenha curtido o nosso conteúdo e entendido um pouco mais sobre as 7 ferramentas de qualidade, pois esse é exatamente o nosso propósito, agregar conteúdos de qualidade às suas experiências e auxiliar no alcance de seus objetivos. 
Em nosso blog você pode conferir outros conteúdos incríveis sobre processos administrativos, empresariais e sobre controle de qualidade. Aproveite e acesse agora mesmo!

Autor

Autor de 2 livros publicados: "Lean Six Sigma: O guia básico da metodologia" e "101 Dúvidas sobre Lean Six Sigma". É formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Estudou Business and Process Management pela University of Arkansas - EUA, direcionando sua especialização em Lean Seis Sigma. Professor de empresas como BRF, Plasútil, Usiminas, Petrocoque, Avon, Mondelli, UNESP, JohnDeere e de mais de 35.000 alunos na comunidade online. Com mais de 26 mil certificados emitidos, é CEO da CAE Treinamentos, uma plataforma focada em melhoria contínua e gestão de processos.