3 cases de logística seis sigma e suas estratégias nas empresas

O setor de logística está presente em quase todas as empresas, seja para a distribuição de produtos para os clientes ou para organização de matéria-prima dentro da companhia. Nesse cenário, não é difícil imaginar que os cases de logística seis sigma são muitos e estão ganhando cada vez mais notoriedade no mundo produtivo, seja qual for o tamanho da empresa. 

Afinal, o método six sigma já ajudou diversas corporações a tornar o seu dia a dia mais eficiente e eficaz, aumentando o seu lucro e diminuindo os desperdícios financeiros e produtivos, além de melhorar a qualidade do produto.

Dessa forma, com a maior organização da logística, todos os setores recebem benefícios e assim os funcionários trabalham mais e melhor, melhorando toda a produção.Sabendo disso, aqui neste artigo nós trouxemos cases de logística aliada a metodologia seis sigma, para você conhecer, se inspirar e trazer para a realidade da sua empresa. Ficou curioso para saber mais? Continue acompanhando e descubra tudo! Boa leitura!

Vou começar esse artigo compartilhando um podcast, sobre a importância da aplicação da metodologia Lean Six Sigma em qualquer área e os resultados que isso pode trazer para a empresa:

Quais são as mudanças trazidas pelo seis sigma?

Podemos definir a metodologia seis sigma como um sistema integrado de gestão. Ou seja, o seu objetivo é organizar, estruturar e disciplinar os setores da empresa, de modo a torná-la mais produtiva e eficiente, reduzindo as variabilidades dos processos e aumentando os lucros

Nesse sentido, quando o seis sigma é trazido para o departamento de logística ele pode se tornar muito mais eficaz e organizado. 

Isso, por sua vez, acarreta benefícios para a empresa de modo geral, tendo em vista que todos os outros setores começam a trabalhar melhor, já que passam a ter a matéria-prima sempre em mãos. 

De maneira geral, o seis sigma trabalha em cima de cinco pilares principais:

  1. Definição; 
  2. Medição; 
  3. Análise;
  4. Melhoria; 
  5. Controle ou acompanhamento. 

Desde que um problema seja identificado e a causa raiz não seja de simples solução, podemos trabalhar com o Lean Seis Sigma. Isso é, se identificarmos que estão acontecendo avarias na carga, o primeiro passo seria definir o que está acontecendo de maneira específica: qual carga? com que frequência? o quanto isso custa para a empresa?

Uma vez que essa documentação foi realizada, podemos medir adequadamente. Isso irá nos mostrar se existem padrões de carga, trajeto, armazenagem, entre outras informações que precisamos “atacar” primeiro.

Durante toda a análise que será realizada, iremos verificar quais são as causas-raiz. Se identificarmos que um trajeto e tipo de carga específica respondem por 80% dos problemas, aprofundaremos em quais os motivos pelo qual isso está acontecendo. Ferramentas como Ishikawa e Brainstorming (linkar para os textos de ishikawa e brainstorming) podem ser utilizadas.

A partir daí, é preciso propor melhorias e controlar. O controle é essencial para garantir a manutenção dos resultados. Ou seja, uma vez que um plano de ação foi corretamente executado após análise dos problemas, precisamos garantir que esse novo patamar de qualidade será mantido.

Quando esses 5 passos são implementados a empresa colhe diversos resultados, pois passa a trabalhar com base na melhoria contínua. 

Desse modo, os erros diminuem, as falhas começam a ser evitadas e a produtividade da companhia aumenta, o que também possui impacto direto em seu lucro e na sua imagem. 

Vou compartilhar com você uma mentoria que realizamos no ano de 2020, onde compartilhamos sobre como identificar a causa raiz de um problema dentro da sua empresa. Dê uma olhada:

3 cases de logística seis sigma dentro das empresas

Separamos aqui alguns cases de logística, ou seja, alguns ganhos que o setor pode ter por conta da aplicação prática da metodologia Lean Six Sigma. Porém, para que a aplicação nesse setor seja eficiente, é importante que toda a equipe e colaboradores estejam empenhados e organizados.

Provavelmente, um desses 3 problemas citados nos cases, você já deve ter sofrido em algum momento da sua atuação profissional. Aqui, iremos mostrar como seria possível solucionar tais problemas através dos conceitos de melhoria contínua e gestão da qualidade.

Veja só: 

1° CASE: Má organização do estoque

Dentro da metodologia Lean, da manufatura enxuta, é aprendido que estoque é sinônimo de desperdício. Porém, quem trabalha dentro do setor de logística sabe que é uma linha tênue entre: ter estoque e não ter para atender uma demanda grande.

Os dois lados precisam ser ponderados: quando há um estoque muito grande, pode gerar uma baixa no capital de giro, o que é bastante negativo. 

Porém, o inverso, quando o estoque é muito pequeno, podem ocorrer paradas de produção e até mesmo atrasos nas entregas para os clientes, o que também é nocivo para a companhia. 

E se pensarmos na sazonalidade de vendas das companhias por ano, isso fica ainda mais complicado de organizar. Uma vez que, há meses e datas comemorativas, em que as vendas a produção e demanda aumenta absurdamente e outras em que há uma queda muito brusca.

Por esse motivo, implantar uma metodologia para torná-lo mais organizado conforme as demandas, com toda a certeza é uma ótima opção. 

Vamos pensar no caso da pandemia. Muitas empresas estavam esperando uma baixa nas procuras, uma vez que era um período completamente novo e inesperado, onde ninguém sabia como seria o dia de amanhã. Empresas sendo obrigadas a parar as produções, colaboradores sendo dispensados, o mundo todo parando. Nesse momento, muitas empresas devem ter se desfeito dos seus respectivos estoques, mas adivinha, só?

O setor de logística aumentou em torno de 30% a sua demanda, uma vez que estando em casa, com as lojas fechadas. Como não havia um planejamento prévio, provavelmente, as empresas e profissionais sofreram para “dar conta do recado”.

Portanto, para conseguir ter uma qualidade maior no serviço prestado aos clientes e, ao mesmo tempo, evitar qualquer desperdício, é necessário implementar conceitos de DMAIC. Veja o exemplo abaixo:

DefinirEstoque não organizado dos produtos na empresa X está causando atrasos e perdas com descartes e obsolescência. Perda financeira de R$ 500.000,00
MedirProduto “Y” representa uma perda financeira de R$ 350.000,00 se comparado ao montante total.
AnáliseQuais são os principais motivos para que isso aconteça?
– não há previsão de vendas
– programação incorreta de produção
– não controle de inventário e baixa rotatividade (não levada em consideração na programação)
ImplementarPlano de ação para resolver prioritariamente, os três motivos acima.
Qual a ferramenta utilizada?
– 5W2H

Observação: não podemos esquecer de executar um plano piloto.
ControleQuais ações serão tomadas para garantir que o resultado conquistado irá permanecer e perdurar ao longo do tempo?

Vou compartilhar aqui um conteúdo que produzimos há algum tempo, referente ao roteiro de aplicação DMAIC em diversas situações e problemáticas:

2° CASE: Atrasos na entrega para os clientes

O atraso na entrega de produtos é sempre um dos motivos que mais gera insatisfação entre os clientes. Nesse sentido, o setor de logística costuma “receber a culpa” pelos atrasos de produtos e itens comprados, já que compete a ele todos os processos de receber, separar e enviar a mercadoria. 

Falando sobre os cases de logística seis sigma, podemos destacar diversos benefícios e melhorias nessa tarefa. Afinal, a maior organização dos estoques permite a identificação mais rápida dos produtos a serem enviados, o que já acarreta mais agilidade no processo. 

Além disso, muitas vezes os cases de seis sigma também trabalham com a redução e enxugamento dos processos. 

No caso dos cases de logística essa redução de atividades pode tornar tudo mais rápido, fazendo com que o produto chegue nas mãos do cliente em tempo recorde.

Um grande exemplo disso é a Motorola, empresa que hoje é considerada uma das grandes líderes dentro da área da tecnologia. Com a aplicação do seis sigma a empresa melhorou suas atividades operacionais, tornando-se mais eficiente e eficaz em todos os aspectos.

O Seis Sigma pode identificar, por exemplo, que há necessidade de integração entre vendas e logística. Isso é, a previsão de vendas irá auxiliar o posicionamento no centro de distribuição dos produtos com maior rotatividade e preparar um “buffer” para garantir demandas futuras. Isso nos ajuda a reduzir dois grandes problemas:

  • redução do lead time de entrega
  • redução dos índices de “corte de pedidos” por falta de produtos

Porém, para solucionar esse problema, é necessário entender qual o real motivo para que esses pedidos sofressem atrasos.

É aqui que a grande maioria dos profissionais do mercado acabam cometendo equívoco em analisar empiricamente ou simplesmente propor soluções baseadas nessas informações. Entretanto, podemos usar um gráfico simples, útil e que pode nos ajudar a focar naquilo que irá resolver o problema.

Essa ferramenta é o diagrama de pareto.

Compreendendo a fundo os motivos pelos quais o pedido chegou atrasado ao cliente, temos:

Um simples pareto pode nos ajudar a alocar esforços e recursos.

Pode ser que “Erro em informações do pedido”, categorizado como segundo maior número de problemas reportados com relação ao cancelamento, pode saltar aos olhos de todos que trabalham no financeiro.

O que isso significa? Que ao perguntar para esses profissionais, fatalmente eles darão direcionamento para que esse problema seja resolvido. 

Por isso que falamos em nossos treinamentos sobre o Programa Seis Sigma, sobre a Cultura Lean Six Sigma e sobre as formações específicas para cada profissional, de cada área da organização. Dessa forma, iremos evitar “viés”. 

3° CASE: Distribuição de matéria-prima ineficaz

Como citamos anteriormente, a distribuição de matéria-prima muitas vezes é um grande problema dentro das companhias. Nesse sentido, torná-la mais eficiente pode ser a chave para melhorar a produtividade da corporação. 

Com uma melhor organização da matéria-prima várias problemáticas podem ser solucionadas. Um exemplo é a falta de material para trabalho, o que costuma gerar a parada das linhas produtivas. 

Ao mesmo tempo, o excesso de material nos setores pode causar uma grande desorganização, atrapalhando o desenvolvimento das atividades. 

Nesse sentido, a utilização dos cases de seis sigma evita com que esses problemas ocorram, tendo em vista a maior organização dos setores e das demandas. 

Com os colaboradores mais alinhados em relação às suas atividades, fica mais fácil manter todos os setores abastecidos e prontos para trabalhar.

Nesse cenário, podemos identificar que um possível problema é a falta de matéria prima para produção e com isso, paradas de linha.

Exemplo de roadmap:

DefinirA falta de matéria prima está causando interrupções na produção e com isso, há perdas na ordem de R$ 1.000.000,00
MedirQuais os produtos estão faltando e ocasionando parada de linha? Identificação de produtos X e Y.
AnáliseQual o motivo de ele estar faltando?
– a empresa não avisa com antecedência a necessidade de matéria prima
– empresa não possui informações gerenciais e integração entre almoxarifado e produção
– não há demandas recorrentes com o fornecedor
– fornecedores não possuem contrato com cláusula de multa por não entrega
– fornecedor não possui relatório de capacidade (Cp e Cpk bem calculados) – ele não consegue atender a demanda
ImplementarElaboração de um plano de ação para escolher adequadamente, auditar e realizar análises de capacidade no fornecedor.
ControleMonitorar as novas paradas, corrigir os imprevistos, documentar e padronizar as ações.

Aproveito para finalizar esses cases com um podcast, sobre “Como criar um padrão de excelência?”, que falamos sobre gestão da qualidade dentro dos processos de uma empresa, com a ajuda e aplicação do Lean Six Sigma.

E aí, gostou de aprender mais sobre esses cases seis sigma? Está pronto para aplicá-los na sua empresa? Se sim, continue acompanhando o nosso blog para descobrir ainda mais conteúdos incríveis e que vão tornar a sua gestão muito mais assertiva e eficiente! 

Autor

Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Estudou Business and Process Management pela University of Arkansas - EUA, direcionando sua especialização em Lean Seis Sigma. Tornou-se Master Black Belt e hoje está à frente da CAE Treinamentos, ministrando cursos e realizando consultorias na área.

Escreva um Comentário