Intercâmbio engenharia: melhores destinos e por onde começar ✈

A maior parte dos alunos que fazem intercâmbio de engenharia voltam com muito aprendizado na bagagem e não se arrependem da experiência.

Ter oportunidade de estudar fora do país é uma experiência que enriquece muito o currículo de engenheiro, além do crescimento pessoal que proporciona.

Confira todas as dicas que listamos pra você que pretende cursar engenharia no exterior!

Por que cursar engenharia no exterior?

1. Conhecer novas pessoas

Se você está pensando em fazer um intercâmbio de engenharia para estudar ou trabalhar, saiba que essas não serão as únicas vantagens dessa experiência.

Além da vivência na área que escolheu, o fato de conhecer novas pessoas, de hábitos, crenças e culturas diferentes já é um grande aprendizado.

Por estar sozinho em um país que não conhece, falando uma língua que pode ser que também não domine, existem grandes chances de que você se torne mais comunicativo e desenvolva competências de relacionamento interpessoal.

2. Amadurecer e se tornar mais organizado

Jovem ou adulto, morando em outro país você terá responsabilidades que até então não possuía, além das exigências acadêmicas.

Além da vivência na profissão, o desenvolvimento na língua falada pelo país para o qual pretende viajar também será uma de suas tarefas durante o intercâmbio de engenharia.

Mais do que isso, caso você more com seus pais, terá a experiência de vivenciar a rotina morando fora, o que fará com que seja mais organizado com suas atividades para que consiga dar conta do novo cotidiano.

3. Aprender sobre a cultura local

Vivenciar uma cultura diferente é uma experiência que só conseguirá entender quando estiver no país.

Por mais que tenha pesquisado muito sobre seu destino de intercâmbio de engenharia ou conheça pessoas que moram lá, o fato de conviver com a realidade de outro país fará com que tenha uma perspectiva muito diferente.

Ao se deparar com modos de pensar distintos, você aprenderá como analisar as situações e respeitar pontos de vista que divergem dos seus.

Isso é uma habilidade muito valorizada no mercado, uma vez que terá uma melhor compreensão para ponderar em situações de divergências.

4. Currículo

Falamos até agora de todo o crescimento pessoal que a experiência de intercâmbio de engenharia pode proporcionar, mas os benefícios profissionais também são muitos!

Existem muitas empresas que valorizam o currículo de candidatos que tenham feito intercâmbio em algum momento.

Além das habilidades relativas ao curso que faz, morar fora proporciona a vivência com o idioma local, possibilitando que atinja uma fluência maior do que possuía antes da viagem.

Melhores destinos intercâmbio de engenharia

Alemanha

Destino preferido de muitos estudantes, a Alemanha é considerada um dos melhores destinos para intercâmbio de engenharia, principalmente para os estudantes de engenharia com universidades tradicionais e indústrias muito fortes.

Com uma grande história de superação e crescimento, o país oferece ensino superior gratuito, mesmo para estudantes estrangeiros.

O estilo de ensino das instituições alemãs oferece grande liberdade para o aluno, tanto em relação às questões burocráticas como ao controle de presenças e escolha de disciplinas, que podem ser bem distantes das disciplinas do curso que escolheu.

Além disso, todo o percurso acadêmico é acompanhado por contato próximo com a indústria, o que é um aspecto muito positivo em termos de experiência profissional.

Um dos maiores desafios pode ser o idioma, já que o alemão não é uma língua simples de aprender. Mesmo assim, essa dificuldade pode ser superada com um bom nível em inglês.

França

Seguindo também a tradição generalista, as instituições francesas são conhecidas pelo próximo contato com as demandas da indústria.

Consolidada como destino de muitos brasileiros para intercâmbio de engenharia, a França possui diversos acordos bilaterais com universidades brasileiras como a USP e a UFRJ, por exemplo, o que pode ser uma vantagem durante o processo de seleção.

Muitos estudantes veem o intercâmbio de engenharia no exterior para o país como uma possibilidade de forte contato com o mercado, uma vez que as pesquisas são voltadas às necessidades da indústria, fazendo com que o aluno se depare constantemente com problemas reais.

Confira no vídeo abaixo a experiência de intercâmbio de engenharia de uma aluna da UFRJ na França e como ela conseguiu uma vaga:

Estados Unidos

Um dos destinos mais cobiçados pelos brasileiros, os Estados Unidos continuam sendo uma opção muito procurada.

Com universidades tradicionalmente conhecidas no mundo todo, os EUA têm utilizado o desenvolvimento de tecnologias como arma para atrair e reter investimentos em meio a uma economia cada vez mais global.

Com constantes avanços em engenharia, o país demanda cada vez mais profissionais qualificados e os tem buscado fora do país.

Isso pode significar boas chances de ter experiências profissionais durante o período do intercâmbio de engenharia como estágios, por exemplo.

Tendo o inglês americano como língua oficial, o idioma não será uma grande dificuldade, já que é uma língua de grande familiaridade dos estudantes brasileiros.

Entretanto, é preciso ficar atento às novas políticas de imigração, que podem vir a dificultar o processo de emissão de visto.

Canadá

Outra opção na América do Norte que também é muito procurada pelos estudantes de engenharia é o Canadá, devido aos preços mais baixos quando comparado aos Estados Unidos ou a Europa.

A modalidade mais procurada de intercâmbio de engenharia é a que combina estudos e trabalho, tendo Vancouver e Toronto como cidades preferidas.

Com duas línguas oficiais, o estudante que optar pelo Canadá terá a oportunidade de aprender francês ou inglês.

Por onde começar: passo a passo

Fazer um intercâmbio de engenharia é a chance de conhecer diferentes estilos de educação, podendo vivenciar uma perspectiva educacional que até então não conhecia em seu país.

Por isso, antes de arrumar as malas é preciso:

1. Pesquisar sobre o tipo de experiência que a universidade de destino pode te oferecer. Conhecer o perfil da instituição inclui:

  • pesquisar sobre o número de estudantes que comporta;
  • há quanto tempo oferta o curso no qual tem interesse;
  • o currículo dos professores;
  • anos de tradição que a universidade possui.

Quando tratamos de engenharia, existem ainda mais questões que precisam ser avaliadas.

2. A experiência de ensino em uma universidade no exterior pode implicar uma abordagem mais generalista ou mais específica.

Existem universidades que dão a possibilidade de escolher disciplinas optativas que ultrapassam a engenharia escolhida na candidatura e outras que mantêm as atividades limitadas à área específica do seu curso.

Isso é um fator que deve ser levado em conta, pois pode afetar — positiva ou negativamente — sua experiência de intercâmbio de engenharia, a própria graduação ou os caminhos que pretende escolher para pós-graduação em outro país.

3. Acesse o site da sua universidade e veja os pré-requisitos que você deve atender, bem como os documentos necessários.

Isso vai te ajudar a planejar seu intercâmbio de engenharia com antecedência e não ter surpresas na reta final por causa de um documento importante faltando.

4. Verifique os custos do intercâmbio, se a universidade de destino cobra alguma taxa de matrícula, taxa por crédito (cada disciplina conta como crédito e existem universidades no exterior que cobram por disciplina matriculada), entre outros.

Portanto, a melhor escolha é analisar não só a universidade, como também a tradição que o país costuma seguir no ensino do curso, bem como os requisitos exigidos aos alunos de engenharia.

Planeje sua experiência em engenharia no exterior

Pronto para fazer as malas e ter a experiência de cursar engenharia no exterior? Com essas dicas você, com certeza, estará pronto para dar o primeiro passo e se preparar para a viagem. 

Não planeja ir durante a graduação, mas sim depois de se formar? Será que vale a pena?

Confira no vídeo abaixo a experiência de uma estudante brasileira nos Estados Unidos depois da graduação:

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Autor

Autor de 2 livros publicados: "Lean Six Sigma: O guia básico da metodologia" e "101 Dúvidas sobre Lean Six Sigma". É formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Estudou Business and Process Management pela University of Arkansas - EUA, direcionando sua especialização em Lean Seis Sigma. Professor de empresas como BRF, Plasútil, Usiminas, Petrocoque, Avon, Mondelli, UNESP, JohnDeere e de mais de 35.000 alunos na comunidade online. Com mais de 26 mil certificados emitidos, é CEO da CAE Treinamentos, uma plataforma focada em melhoria contínua e gestão de processos.