Diagrama de Dispersão: o que é? Como funciona na prática?

Você conhece ou já usou um Diagrama de Dispersão? Trata-se de uma ferramenta extremamente importante para evitar incertezas na hora de tomar decisões e realizar ações dentro da empresa. Neste artigo, você vai conferir o que é um diagrama de dispersão e alguns exemplos para entender como essa ferramenta funciona. Confira:

Afinal, o que é Diagrama de Dispersão?

Este diagrama nada mais é do que uma representação gráfica que analisa a relação existente entre duas variáveis quantitativas, ou seja, uma de causa e uma de efeito. Quando o gestor possui uma hipótese sobre a causa de um problema, mas ainda precisa comprová-la, o diagrama pode ser utilizado a fim de realizar uma análise comparando diferentes parâmetros.

Esta é uma das ferramentas da qualidade mais utilizadas pelas empresas, uma vez que apresenta números simultâneos das duas variáveis. Isso permite uma melhor visualização dos dados das variáveis que podem ter causado algum tipo de interferência na outra. Assim, ao analisar essa relação, será possível notar que há uma variável dependente – o efeito que mencionamos acima – relacionado as demais variáveis dependentes, que são as causas. 

Há alguns caminhos para analisar essa correlação. Se for observado que os pontos estão se unindo em uma linha crescente, isso indica que conforme uma variável aumenta, a outra cresce junto. Neste caso, dizemos que a correlação foi positiva. Por exemplo, pense numa sorveteria. Conforme a temperatura da estação aumenta, as vendas de sorvete também vão aumentar.

Mas pode acontecer dos pontos se unirem em uma linha decrescente, de modo que uma variável aumenta enquanto a outra diminui. Aqui, temos uma correlação negativa – é o que ocorre ao analisar a relação entre a taxa de natalidade e a riqueza de um país, pois pode-se afirmar que, quanto mais rico o país, é mais provável que haja uma menor taxa de natalidade. Se os pontos ficarem bem dispersos, é simples: isso indica que não há nenhuma correlação aparente entre as duas variáveis.

Outro aspecto importante de ser estudado no Diagrama de Dispersão é a questão da dispersão dos pontos, que indica se a relação das variáveis é forte ou fraca. Quanto menos dispersos os pontos, maior será a correlação dos dados. E, quanto maior a dispersão, menor será o grau entre os dados. Fácil, né?

Quando utilizar um Diagrama de Dispersão?

O Diagrama de Dispersão pode ser utilizado de várias formas dentro dos ambientes corporativos. Uma possibilidade é na identificação das possíveis causas raiz dos problemas dentro da organização. Assim, ao invés de apenas levantar suposições, é mais válido criar um diagrama de dispersão para listar as hipóteses dessas causas com base em fatos e dados lógicos.

O Diagrama também pode ser utilizado junto do Diagrama de Ishikawa como uma forma de determinar se a causa e efeito possuem alguma relação entre si. Por exemplo: considere que uma rodovia possui um grande número de acidentes, cuja causa é o “dia de chuva”. Aqui, poderíamos criar um diagrama de dispersão para visualizar a relação entre o dia de chuva e os acidentes que ocorreram. 

Outro momento que permite o uso da ferramenta é durante a validação, para verificar se dois efeitos ocorreram partindo de uma mesma causa. Essa é uma boa opção quando há várias não-conformidades nascidas de uma mesma causa raiz, e é necessário validar se a correlação entre elas é, de fato, verdadeira.

Entretanto, é importante deixar claro que o diagrama de dispersão é uma ferramenta estatística e, portanto, exige muito cuidado e conhecimento para ser utilizado. Isso evita uma suposta relação entre uma variável causando a outra; afinal, ambas podem ser influenciadas por uma terceira variável que não foi considerada antes. Por isso, vale levantar hipóteses constantemente.

Exemplos práticos no ambiente organizacional

Para entender como o diagrama de dispersão funciona na prática, vamos imaginar que uma empresa teve um aumento considerável nas vendas após o investimento em uma ação de marketing. Aqui, vamos trabalhar com os números do eixo X, que seriam os do investimento, aliados aos do eixo Y, que seriam os dos resultados das vendas.

Ao montar o diagrama, basta verificar onde o número do X converge com o do Y marcar um ponto. Este processo deve ser feito para todos os números seguintes. Após a finalização, será possível analisar se a relação está crescendo de forma positiva ou negativa. Utilize uma planilha do Excel para otimizar a criação do gráfico!

Agora, vamos visualizar outro cenário que poderia ocorrer dentro da empresa. Vamos supor que o diretor de uma empresa de varejo observou que houve um aumento significativo do faturamento e do número de clientes nos últimos meses. Por isso, ele elaborou um diagrama de dispersão para descobrir se o aumento do faturamento teria alguma relação com o aumento no número de clientes. Você identificou qual é a causa e o efeito desta situação?

No gráfico, ficaria ilustrada uma correlação positiva, porque o aumento do número de clientes causou o aumento do faturamento. Onde os pontos ficaram mais dispersos indicaria que o aumento do faturamento não teve tanta influência pelo aumento do número de clientes. É por isso que, para fazer uma análise precisa dos dados do gráfico, é essencial ter bons conhecimentos estatísticos para evitar conclusões que podem não ser verdadeiras.

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Autor

Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista - UNESP - com as certificações Green Belt - 6 Sigma, Aerodinâmica aplicada e Python no currículo, hoje faz parte do time da CAE Treinamentos, ministrando cursos e realizando consultorias na área.