Just in Time e Kanban: O que é, conceitos e mais - Veja | CAE

Aprenda mais sobre esses dois conceitos e como aplicá-los dentro de sua empresa, para garantir mais produtividade

Entender o que é Just in Time e Kanban pode ser um diferencial para quem quer aumentar a produtividade e garantir a sobrevivência do seu próprio negócio. Isso porque, no mundo atual, a competição de mercado cresce mais a cada dia. Além disso, o consumidor está cada vez mais consciente da qualidade dos produtos.

A velocidade em que os produtos são entregues também é determinante para a satisfação dos consumidores. As abordagens que serão apresentadas neste artigo, auxiliam a rapidez e aumentam a qualidade dos produtos.

O que é Just in Time e Kanban? Quais são as diferenças?

O Just in Time (JIT), que significa “Na hora certa”, é uma filosofia japonesa de gerenciamento de produção. Enquanto o Kanban, que pode ser traduzido como “organização por cartões”, é uma técnica que oferece suporte ao JIT. Esses métodos são um dos pilares que compõem o Sistema Toyota de Produção (TPS), também chamado de Toyotismo.

O TPS é um sistema desenvolvido pela Toyota, durante o período pós segunda guerra.

Os gerentes da Toyota tinham a difícil tarefa de reconstruir a empresa, que estava abalada devido o período da guerra.

Conceitos do Just in Time

O Just in Time é uma filosofia de produção, a ideia central é produzir na quantidade certa e no momento ideal em que o produto é requisitado. A solicitação pelo produto é que direciona toda a produção. Essa demanda pode vir das seguintes maneiras:

Interna

Demanda vinda de dentro da fábrica ou da empresa. O produto de determinado processo está sendo solicitado pelos funcionários do processo seguinte.

Por exemplo, em uma fábrica de roupas, primeiro se corta o tecido e depois se pregam os botões. Portanto, um setor abastece o outro, os tecidos devem estar prontos de maneira sincronizada com o outro setor que pregará os botões.

Externa

A demanda vem do cliente, assim direcionando a administração das atividades da empresa.

Por exemplo, essa fábrica de tecidos costuma vender blusas para uma determinada loja de roupas. Existe uma certa periodicidade em que esse cliente solicita mais camisetas para a fábrica.Se as roupas não estiverem prontas na hora certa, pode ser que a loja prefira comprar as camisas no concorrente.

Portanto, a produção têm que estar sincronizada com as demandas internas e externas. Dessa forma, todos os serviços estão disponíveis quando forem necessários.

Outro objetivo do JIT é a redução de estoques, no momento em que o produto fica pronto já é tempo de entregá-lo ao cliente ou à próxima etapa do processo produtivo.

Princípios do Just in Time:

  • Eliminação de estoques
  • Eliminação de desperdícios
  • Produção em fluxo contínuo
  • Esforço contínuo na resolução de problemas
  • Melhoria contínua dos processos

Na época em que foi criado, o Just in Time foi desenvolvido para solucionar uma problemática dentro da Toyota: como produzir diferentes modelos de produtos, sendo que cada um tem uma demanda específica? Tudo isso com o mínimo de atraso possível.

O JIT em associação com a técnica Kanban, que veremos a seguir, é capaz de organizar a produção de diversos produtos, de maneira em que eles fiquem prontos rapidamente e também o acompanhamento mais claro das atividades, gerando melhorias contínuas. Além de evitar desperdícios.

Conheça mais sobre os meios de eliminar os desperdícios no dia-a-dia no nosso vídeo abaixo.

https://youtu.be/MeAm38gc92Y
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Quais as metas mais importantes do Just in Time?

  • Zero defeitos: buscar a alta qualidade em todos os aspectos
  • Velocidade: rapidez na preparação de processos e produtos
  • Estoque zero: a produção e as vendas estarem sincronizadas em fluxo contínuo
  • Movimentação zero: evitar movimentações desnecessárias
  • Quebra zero: evita-se retrabalhos e custos extras
  • Lead time zero: menor tempo possível entre o início de uma atividade e sua conclusão
  • Redução de custos: gasta-se somente com o necessário
  • Alta performance: manter a qualidade em todos os processos da organização
  • Flexibilidade: possibilidade de resposta diante de um problema
  • Confiabilidade: gerada pela manutenção preventiva

Você sabe sabe como atingir metas com eficácia? Confira já meios para o sucesso!

O que é Kanban?

A técnica Kanban também faz parte do Sistema Toyota de Produção, ela serve como um aporte ao Just In Time. É uma técnica que auxilia o gerenciamento das atividades da empresa, visando entregar um produto final de qualidade e na hora certa.

Kanban é o nome dado a uma técnica de organização por cartões, que ordena o fluxo da produção. Esse método consiste em utilizar tipos de “post-it” para sinalizar o andamento dos fluxos de produção dentro da empresa.

Na técnica Kanban são determinadas as etapas pelas quais um produto passará antes de sua conclusão. Os cartões são utilizados para autorizar a produção e movimentação de itens ao longo do processo. Assim, os profissionais necessários para a produção sabem qual a hora de realizar seu trabalho e quanto tempo têm para tal.

Como neste exemplo:

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Vantagens do Kanban

A utilização de um sistema Kanban permite um controle detalhado de produção com informações sobre quando, quanto e o que produzir. A técnica permite:

  • Otimização dos setores produtivos
  • Aumento da produtividade
  • Redução dos períodos de produção interna e entrega do produto final  
  • Antecipar os prazos de entrega de maneira mais exata

Teoria da ociosidade

No método kanban não se coloca o trabalhador para produzir o máximo que ele puder. Até porque não é interessante, pois nessa estratégia não se realiza a acumulação de estoques.

A técnica permite que o profissional saiba quanto ele deve produzir e em qual período de tempo. Dessa forma, evita-se sobrecargas e repetições contínuas.

No caso de uma produção em série, pode ser que o colaborador tenha que esperar o setor anterior terminar o seu produto para que ele possa trabalhar, como em uma “fila”. Isso seria chamado de “ociosidade” e parece contra intuitivo, mas a maior flexibilidade no desempenho de tarefas aumenta a produtividade.

Porém, enquanto espera para a realização de sua tarefa, o funcionário pode realizar outras atividades que melhorem o ritmo do fluxo. Como ajudar pessoas de outro setor ou pensar em melhorias para o processos.

O mesmo raciocínio acontece com o maquinário. Quando os equipamentos produzem somente o necessário e não funcionam incessantemente, há menos desgaste nas máquinas.

Produção puxada

O sistema puxado consiste em puxar a produção a partir da demanda, com os ítens necessários, nas quantidades determinadas e no momento certo.

Nesse sistema, os colaboradores “puxam” a tarefa quando há material e capacidade de realizá-la. Se todos os limites forem estabelecidos de maneira correta, haverá um equilíbrio entre a capacidade do time e a quantidade de demanda que ele deve produzir. Dessa forma, não há sobrecarga nem dos funcionários e nem do sistema. Assim como, não há produção em excesso e nem descarte de produtos que não serão utilizados.

O objetivos dos conceitos de Just in Time e Kanban é a otimização de toda a organização. Esses métodos permitem uma maior reflexão sobre o sistema, tanto por parte dos gestores, quanto funcionários, permitindo reflexões estratégicas, o que pode gerar melhorias contínuas.

Quando se otimiza uma parte do processo, isso pode afetar todas as atividades e agregar mais valor ao produto final. A forma como se atua em um sistema puxado é contrária à organização tradicional do trabalho, que seria um sistema empurrado.

Produção empurrada

O sistema empurrado tem como objetivo produzir o máximo possível. Nesse método, os trabalhadores executam a mesma atividade de forma contínua e repetitiva, fabricando o máximo de materiais que puderem. O foco é manter as pessoas sempre ocupadas e garantir a produção contínua.

Entretanto, não se planejar uma frequência para o ritmo do trabalho e não monitorar o consumo dos clientes pode ser prejudicial.

No sistema empurrado há a criação de grandes estoques. Desse modo, o produto pode se tornar obsoleto ou estragar, dependendo do contexto da produção.

Por exemplo, a área de tecnologia muda constantemente, uma empresa com grandes estoques pode acabar com produtos obsoletos que não serão vendidos. Assim como, uma indústria de cosméticos pode acabar com produtos estragados.

Outras consequências podem ser:

  • A demora de entrega dos produtos
  • Sobrecarga de trabalho repetitivo para os funcionários
  • Desgaste de maquinário
  • Retrabalhos
  • Defeitos mais ocorrentes nos produtos
  • Falta de melhoria contínua

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Autor

Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista - UNESP - com as certificações Green Belt - 6 Sigma, Aerodinâmica aplicada e Python no currículo, hoje faz parte do time da CAE Treinamentos, ministrando cursos e realizando consultorias na área.