Fordismo e Toyotismo: entenda tudo sobre os maiores sistemas de produção do mundo

Falar sobre linha de produção sem citar os termos Fordismo e o Toyotismo é completamente impossível. Ambas as vertentes foram fundamentais para a história da indústria no mundo e por vários métodos que utilizamos até hoje. Com base nisso, todos os gestores e pessoas que trabalham nesse meio precisam entender sobre o tema.

Sabendo disso, separamos aqui tudo sobre ambos os métodos de produção, características e qual é mais adequado para a atualidade. Desse modo, você pode estudar a implementação na sua empresa e ver seus lucros crescendo cada vez mais. Acompanhe abaixo!

Toyotismo x Fordismo

Em linhas gerais, ambas as metodologias visam um melhor andamento das linhas de produções dentro das indústrias. Com isso, aprimoram os processos de produção e aumentam o lucro da empresa. No entanto, na prática, às duas possuem caminhos de atuação bem diferentes.

O Fordismo, criado por Henry Ford, tem como foco a produção em massa, através do uso e auxílio das máquinas. Além disso, dentro dele a lei é cultivar estoques, de modo a ter todo o produto a pronta entrega.

Outro ponto fundamental que precisa ser ressaltado é que a produção em larga escala também visa diminuir os custos para o produtor.

No entanto, isso implica diretamente na qualidade do produto, que é reduzida conforme a escolha da matéria-prima mais barata. Sendo assim, torna-se evidente que o foco proposto pelo método é a quantidade e não a qualidade.

O Toyotismo, por sua vez, trabalha de maneira diferente. A produção só começa a partir da demanda do cliente, o que evita os estoques e o desperdício de dinheiro. 

Ademais, outro ponto divergente é que, ao contrário do Fordismo, que foca em um processo por colaborador, no Toyotismo visa-se o conhecimento geral de todos os procedimentos

Ou seja, enquanto no Fordismo o trabalhador conhece apenas uma função, no Toyotismo, ele tem que saber de todo o processo do produto.

Desse modo, os funcionários possuem funções menos específicas, trabalhando naquilo que tiver maior demanda no momento. 

O lema “Just In Time” se aplica à produção daquilo que é necessário, “apenas no tempo certo”, visando a qualidade do produto acima de tudo, bem como a maior satisfação dos clientes.

Em quais momentos o Toyotismo se destaca?

Sabendo das diferenças entre Fordismo e Toyotismo, fica evidente que o segundo possui uma linha de pensamento mais adequada com as condições atuais e com a Globalização. 

Dentre tanta concorrência no mercado, não oferecer produtos de qualidade pode ser sinônimo de nunca ser o escolhido e ver o lucro da empresa cair.

Além disso, o modelo de trabalho do Fordismo pode gerar sérios prejuízos para a empresa. Os estoques, por exemplo, se tratam de investimento parado e sem previsão de retorno. Caso ocorra qualquer imprevisto, todo o valor investido na matéria-prima e na produção é completamente desperdiçado.

Ademais, o fato da escassa verificação de qualidade durante os processos é um grande problema encontrado no modelo.

Quando a checagem é realizada apenas no produto final, o risco de descobrir erros incorrigíveis cresce consideravelmente. Desse modo, é preciso que o item seja descartado e produzido novamente, gerando retrabalho e ainda mais desperdício financeiro.

Como aplicar o modelo de Toyotismo em uma empresa tradicional?

fordismo e toyotismo

A relação entre Fordismo e Toyotismo é indireta e o segundo sempre ganha mais destaque por suas vantagens. Sendo assim, a procura pela implementação dele cresce cada dia mais. Com base nisso, confira as principais características do modelo e como aplicá-lo na prática!

Produção através de demanda

Imagine que você possui uma empresa de uniformes escolares. Caso seguisse o modelo de produção do Fordismo, a ideia seria costurar muitas peças e deixá-las prontas, esperando que os novos alunos viessem comprá-las. No entanto, isso poderia significar a perda de muito tecido, devido à baixa demanda.

Seguindo o Toyotismo, no entanto, o pensamento seria divulgar a produção dos uniformes e produzi-los sob medida. Desse modo, o cliente sairia mais satisfeito, com uma peça ideal para sua estrutura, e você não teria prejuízo nenhum com estoque parado.

Treinamento dos colaboradores

Agora imagine que durante a produção da peça encomendada, surgiu um problema e um colaborador teve que faltar. Se o Toyotismo já estiver implantado, dificilmente a falta causará algum efeito devastador na produção. Isso porque outros colaboradores com conhecimento dos processos poderão executar a função do faltante.

No entanto, para que isso se torne possível, é essencial realizar treinamentos prévios com todos os integrantes da equipe. Desse modo, todos eles estarão preparados para realizar suas respectivas funções e suprir possíveis “buracos” eventuais.

Gestão da qualidade impecável

De nada adianta produzir apenas através de encomenda se as peças saírem em um padrão insatisfatório e com má qualidade. Sendo assim, é de suma importância dentro do Toyotismo aplicar a gestão da qualidade em todos os momentos.

Com base nisso, o ideal é montar uma equipe com foco central nessa atividade, mas sempre integrando todos os colaboradores. Desse modo, independentemente do tipo de produto criado, se tornar referência no mercado será natural.

Toyota e o Lean Manufacturing

O Lean Manufacturing nada mais é que o sistema de gestão da qualidade desenvolvido pela própria Toyota. Ou seja, sua relação é direta e já se mostrou extremamente eficaz para resolução de problemas.

O método Lean visa reduzir os desperdícios dentro da linha de produção, de modo que ela se torne, em tradução literal, enxuta. Sendo assim, quando aplicado em parceria com o Toyotismo, ambos se tornam um combo bastante eficaz e lucrativo para a empresa.

Se você ficou interessado em saber mais sobre Fordismo e Toyotismo, conheça nosso blog e nosso canal no YouTube! Por lá, estamos sempre postando conteúdos para quem deseja ter uma produção ainda mais rentável para sua empresa!

Autor

Sou graduado em Jornalismo pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), pós-graduação em Jornalismo Esportivo pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), especialização em revisão pela Unicamp, além de cursos de revisão e otimização de textos pela Rock Content.

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