FMEA de produto: o que é + como fazer? [Passo a passo]

O FMEA de produto é um método passo a passo para identificar todas as falhas possíveis em um processo de fabricação ou montagem de um produto — de um automóvel até um novo remédio.

A análise através desse método é importante para garantir que o produto seja o mais confiável possível e que ganhe espaço no mercado.

Além disso, uma análise FMEA dá mais segurança a todo processo de fabricação, pois a medida que se identifica falhas em potencial, é possível desenvolver ações que minimizem seus efeitos.

Por isso, o método não é apenas uma planilha complexa de Excel. É uma forma estratégica de uma marca se estabelecer no mercado com credibilidade.

Continue lendo e entenda mais sobre FMEA de produto, como fazer, os benefícios e como se capacitar para executar esse tipo de análise. 

O que é o método FMEA de produto?

A sigla FMEA vem do inglês ‘Failure Mode and Effect Analysis’ que significa Análise de Modos e Efeitos da Falha.

Dessa forma, o FMEA de produto é um método capaz de analisar e identificar os possíveis modos e efeitos de falhas de um produto, desde sua produção até a chegada ao cliente. 

É uma fonte importante de dados que são conhecimentos históricos e informações pertinentes dos profissionais envolvidos.

Cada etapa analisada dá atenção especial às especificações do produto para que nenhum erro escape e fique sem uma ação para corrigi-lo.

Os engenheiros e outros profissionais que se dedicam ao estudo da melhoria contínua aprendem sobre FMEA quando estudam a base da metodologia Lean Six Sigma.

Confira no vídeo abaixo uma aula do curso White Belt da CAE Treinamentos e confira as explicações do nosso expert Carlos Sander:

Como fazer um FMEA de produto

Fazer um FMEA de produto não é uma tarefa simples. É preciso entender bem o processo para monitorar os dados com atenção e preencher a planilha corretamente.

A base dos registros é feita de forma padrão no Excel, configurando as informações necessárias em colunas para permitir o monitoramento ágil e facilitar a interpretação.

Para criar sua planilha inclua os seguintes campos:

1. Etapa do processo

É a fase da produção que está sendo analisada no FMEA de produto. Deixa claro o que está sendo alvo da análise e sua importância no processo. 

2. Modo de falha

São listados os principais erros que podem acontecem ou acontecem durante a etapa que está sendo analisada. Também podem ser analisados aqui erros que podem acontecer com o cliente.

3. Efeito potencial da falha

O estudo do FMEA de produto segue com a análise dos efeitos que cada falha registrada no item anterior gera como consequência — tanto para a produção, eficiência do produto quanto para a satisfação/experiência do cliente.

4. Grau de severidade

Para organizar esses efeitos é adicionado um número de 1 a 10 para o grau de severidade do problema, ou seja, se são erros “simples” ou mais complexos que possam gerar riscos na segurança, eficiência do produto, etc. 

5. Causas potenciais da falha

E não basta apenas apontar a falha, é fundamental para o FMEA de produto que se aponte as causas, ou seja, o que gera o modo de falha identificado no item #2.

6. Ocorrências

Também é feito o registro do número de vezes que as causas identificadas acontecem durante a análise.

7. Controles atuais

Em seguida, é registrado o que já existe de processo para prevenção e detecção das causas das falhas. Se não houver um procedimento também é registrado.

8. Detecção

É a etapa do FMEA de produto que atribui uma probabilidade de detecção por controle de processo das falhas. A escala é numérica e varia de 1 a 10.

9. Nível de Priorização de Risco (NPR)

É um índice obtido através da multiplicação da severidade x ocorrência x detecção. A escala varia de 1 a 1.000. Este indicador é fundamental para trabalhar as modificações necessárias no produto. 

10. Ações recomendadas

Nesta etapa do FMEA de produto são descritas ações para evitar as falhas, bem como o responsável por cada uma das melhorias.

11. Resultados da ação

Por fim, também são registrados os resultados com as ações definidas.

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Exemplo de tabela de FMEA.

Faça download da planilha acima para aplicar e registrar os dados do FMEA de produto de forma organizada.

Como utilizar FMEA: critérios de aplicação

O FMEA de produto pode ser utilizado em quatro situações:

  1. Na introdução de novos produtos: para garantir que ele esteja dentro de um escopo minimizado de falhas ou quase nenhuma, se possível;
  2. Alteração significativa em um produto: alterar alguma etapa do processo do produto para melhores resultados;
  3. Existência de problemas de qualidade no processo de um produto: análise aprofundada dos modelos de efeito de falha;
  4. Desenvolvimento ou mudança de fornecedores: sabendo o FMEA de produto do fornecedor, é possível escolher o mais qualificado para atendê-lo

Saiba mais sobre os critérios de aplicação do FMEA no vídeo abaixo: 

Impacta da aplicação do FMEA nas empresas 

O FMEA é particularmente impactante no retorno financeiro, pois visa reduzir e eliminar as falhas desenvolvendo procedimentos para lidar com os riscos.

Além dos impactos operacionais e financeiros, os ganhos motivacionais e de trabalho em equipe também acontecem devido a interação e desenvolvimento em equipe para elaboração do FMEA.

Benefícios do FMEA

Os principais benefícios de realizar um FMEA de produto são: 

  • Realizar um processo produtivo com maior qualidade;
  • Trabalhar com maior confiabilidade e segurança;
  • Trabalhar com menor curso e menos avarias;
  • Diminuir a probabilidade de falhas nos produtos e processos.

Gostou de saber mais sobre FMEA de produto?

Esse método pode agregar muito no processo de criação dos seus produtos e em reformulações importantes, evitando recalls e perigos para os clientes.

Se o seu objetivo é se especializar nessa área de análise, inscreva-se no curso online de FMEA – Failure Mode and Effect Analysis da CAE Treinamentos. 

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Autor

Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Estudou Business and Process Management pela University of Arkansas - EUA, direcionando sua especialização em Lean Seis Sigma. Tornou-se Master Black Belt e hoje está à frente da CAE Treinamentos, ministrando cursos e realizando consultorias na área.

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