Desvio de Padrão Seis Sigma: o que é?

A metodologia Seis Sigma é guiada por dados. Por isso, é natural que as estatísticas tenham papel fundamental dentro do processo de solução de problemas, pois são elas que permitem a melhor visualização e análise dos dados coletados por cada métrica. Neste artigo, vamos explicar o que é o desvio padrão Seis Sigma, além de um exemplo prático. Confira:

Afinal, o que é a metodologia Seis Sigma?

Na verdade, a metodologia Seis Sigma é um sistema de gestão quantitativo, estruturado e disciplinado. É possível afirmar sua característica quantitativa, porque o sistema trabalha com estatística baseada em dados. Afirmamos também que é estruturado, por utilizar o método DMAIC. Por fim, é disciplinado, pois exige um tempo mínimo de dedicação para que os bons resultados sejam alcançados.

Essa metodologia trabalha em busca da redução de custos, otimização de produtos e processos e aumento da satisfação do cliente. Assim, se o Seis Sigma for aplicado nas iniciativas que envolvam esses objetivos, é bastante provável que a organização consiga sempre trabalhar em projetos que entregam maior lucratividade e melhor resultado para as empresas.

Apesar de complexa, essa metodologia não precisa ter suas aplicações restritas somente às grandes empresas; o Seis sigma é flexível, e permite ser aplicado na redução de custos de hospedagens em viagens e até mesmo redução de custos fixos como os das contas de água, luz e outros. 

É claro que toda empresa se preocupa com a satisfação dos seus clientes. Por isso, a metodologia Seis Sigma vem sendo bastante aplicada por organizações diversas para reduzir o tempo dos processos, o que implica no aumento da satisfação e fidelização dos clientes.

O que é um desvio padrão?

Você deve ter percebido que, além de complexa, a metodologia Seis Sigma depende muito dos dados. Assim, as estatísticas têm papel fundamental dentro da solução de problemas da metodologia. Os colaboradores que recebem treinamento Seis Sigma para a certificação Green Belt percebem a importância de utilizar as estatísticas para visualizar e analisar os dados coletados para cada métrica importante para o cliente, que deve ser rigidamente controlada. 

A metodologia Seis Sigma tem esse nome por aparentar o alcance utópico do desempenho de um produto ou processo no nível 6 Sigma. Este termo é representado por uma letra grega que significa “desvio padrão”, que é uma das medidas de variação mais utilizadas nos ambientes corporativos. Assim, quanto maior o nível Sigma, menor a variabilidade sobre os processos ou produtos e, por consequência, menor será a aparição de erros.

Antes de seguir, é importante deixar claro as diferenças entre “defeitos” e “defeito”. Os defeitos indicam a falha ao entregar aquilo que o cliente havia pedido. Por outro lado, o defeito é algo muito maior, pois representa a falha de todo um produto ou processo. 

Por exemplo: vamos imaginar uma empresa hipotética para ilustrar. Essa companhia fictícia tem um processo trabalhando no nível 1 Sigma, ou seja, ela vem gerando 700 mil defeitos a cada um milhão de oportunidades. A quantidade de defeitos parece um pouco alta, certo? Agora, pense em uma indústria cujo processo, que opera no nível 2 Sigma, tem cerca de 300 mil defeitos. Por fim, imagine também uma empresa que tem um processo de nível 6 Sigma, onde aparecem apenas 3,4 defeitos a cada 1 milhão de oportunidades. 

No caso dos desvios padrão dentro do Seis Sigma, é importante relembrar, primeiro, a regra empírica do desvio padrão. Essa regra indica que 68% dos pontos de dados estarão dentro de ± um desvio padrão da média, enquanto 95% das observações estarão dentro de ± dois desvios-padrão da média e, por fim, 99,73% dos pontos de dados estarão dentro de ± três desvios padrão da média.

Só que estes dados vão mudar um pouco em relação à estatística Seis Sigma. Neste caso, em um projeto Seis Sigma, 99,99966%% dos resultados devem estar dentro de ± seis desvios padrão dentro da média. Ficou confuso? Em outras palavras, isso significa que somente 0,0000002% dos resultados podem estar fora dos resultados esperados. É essa porcentagem que vai ilustrar como o Seis Sigma deve aumentar a qualidade dos projetos por meio das estatísticas. 

Exemplo prático: Cyber Monday da Amazon

Você deve conhecer a Amazon, uma das maiores empresas de comércio da atualidade. Desde 2012, a gigante vem realizando no Brasil a Cyber Monday, que tem como objetivo potencializar o comércio eletrônico depois da Black Friday. Assim, neste dia, a empresa oferece até 80% de desconto em seus produtos eletrônicos, como notebooks e monitores. 

Há 7 anos, a Amazon realizou a Cyber Monday como sempre. Foi um dia de excelentes vendas: foram processados cerca de 36,8 milhões de pedidos no site. Agora, imagine como este cenário se apresenta com a adoção de 5 Sigma e 6 Sigma. No primeiro caso, ao considerar esta quantia de pedidos, pode-se calcular um total de 8574 erros. Entretanto, com o Seis Sigma, a quantia de erros cai para apenas 125.

Como estamos diante de compras feitas pela internet, será necessário contabilizar os custos de envio e entrega de cada um destes pedidos que precisam ser corrigidos. Ao adotar um custo estimado de 25 dólares por pedido, o prejuízo total destes erros seria de aproximadamente U$ 212.225,00 para a empresa!

Pois é, você deve ter observado que a metodologia Seis Sigma é bastante quantitativa, de modo que há sempre uma grande preocupação com a base de dados utilizada durante o processo. Por isso, quando a empresa trabalha com informações confiáveis, fica mais fácil perceber se o processo está apresentando muita variabilidade, muita dispersão e se as informações disponíveis permitem atingir as metas que foram definidas. 

 

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Autor

Jornalista e social media formada pela Unesp.

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